Violência simbólica: a outra face das religiões

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dc.contributor.author NUNES, Maria José F. Rosado
dc.contributor.author CITELI, Maria Teresa
dc.date.accessioned 2015-01-20T16:48:38Z
dc.date.available 2015-01-20T16:48:38Z
dc.date.issued 2010-05-27
dc.identifier.citation Violência simbólica: a outra face das religiões / Maria José F. Rosado Nunes ; Maria Teresa Citeli. - São Paulo: Católicas pelo Direito de Decidir, 2010. pt_BR
dc.identifier.uri http://www.bibliotecadigital.abong.org.br/handle/11465/311
dc.description.abstract Para a maioria das pessoas, perceber as associações da religião católica com a violência é tarefa bastante difícil, ainda que abundantes exemplos na vida cotidiana e na história recente as comprovem. O imaginário popular espontaneamente associa a religião com a paz, com o bem da humanidade, a fraternidade, o amor e a proteção dos mais fracos. Essa compreensão da religião católica vem-se mantendo durante séculos e séculos através do poder simbólico que essa instituição detém, o que dificulta a percepção do potencial de violência que subjaz em seu discurso e em sua prática, sobretudo em relação às mulheres. Esse modo de proceder vem-se constituindo um verdadeiro alicerce para promover a desvalorização feminina, reforçar padrões de violência e de dominação masculina e contribuir para limitar o exercício da cidadania e dos direitos humanos. O Brasil é o maior país católico do mundo — segundo o Censo de 2000, 74% da população declaram-se católicos/as — ainda que as outras religiões cristãs, como as mais variadas denominações pentecostais ou neopentecostais, venham crescendo continuamente. Vive-se no Brasil atualmente um recrudescimento dos fundamentalismos religiosos, cujo conservadorismo moral, rigidez de costumes e cristalização da desigualdade de gênero colaboram para o alto índice da violência que se pratica contra as mulheres. Segundo dados da Fundação Perseu Abramo (2002), a cada 15 segundos uma mulher é espancada no país. Pelo menos 43% das mulheres brasileiras sofrem algum tipo de violência pelo simples fato de ser mulher. Os valores religiosos atuam fortemente, pela subjetividade, no plano simbólico. Padrões de identidade e de relacionamento se ancoram tanto no plano institucional como na subjetividade. O modelo predominante — a família patriarcal, a relação heterossexual, a chefia masculina, a submissão dos filhos e da mulher ao pai e ao marido — está configurado e se sustenta, em grande parte, nos valores advindos das religiões. A cultura brasileira é fortemente influenciada pela visão católica acerca do lugar que mulheres e homens desempenham na religião, visão esta que se encontra inscrita nas estruturas de seu poder institucional e de suas práticas litúrgicas, que excluem e desqualificam as mulheres. Da mesma forma que a afirmação de que o sacrifício é o caminho para a salvação, o discurso da “vontade de Deus” para justificar e legitimar determinadas práticas e atitudes é outro fator que tanto contribui para manter as mulheres submetidas à agressão e à naturalização da violência e sua reprodução. pt_BR
dc.language.iso pt pt_BR
dc.publisher Católicas pelo Direito de Decidir pt_BR
dc.subject Igrejas católicas pt_BR
dc.subject Violência sexual pt_BR
dc.subject Feministas pt_BR
dc.subject Aborto pt_BR
dc.subject.other Educação pt_BR
dc.subject.other Saúde pt_BR
dc.subject.other Relações de gênero pt_BR
dc.title Violência simbólica: a outra face das religiões pt_BR
dc.type Livro pt_BR
dc.coverage.other Nacional
dc.audience.educationallevel Crianças e adolescentes
dc.audience.educationallevel Organizações populares/ Movimentos sociais
dc.audience.educationallevel Trabalhadores(as) urbanos(as)/ Sindicatos urbanos
dc.audience.educationallevel Lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais
dc.audience.educationallevel População em geral


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